A Copa das Confederações, em realização na África do Sul, tem se mostrado uma ótima oportunidade para observarmos um povo maravilhoso, que luta para apagar as heranças do passado, mas, ao mesmo tempo, não deixa o mundo esquecer o poder devastador da segregação. As cenas hoje transmitidas me fizeram lembrar deste filme, que retrata uma triste época, sem vuvuzelas, sem canto, sem dança, sem esperança.
Ficha Técnica:
Título Original: The Power of One
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 127 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 1992
Direção: John G. Avildsen
Roteiro: Robert Mark Kamen, baseado em livro homônimo de Bryce Courtenay
Título Original: The Power of One
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 127 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 1992
Direção: John G. Avildsen
Roteiro: Robert Mark Kamen, baseado em livro homônimo de Bryce Courtenay
O cenário é a África do Sul dos anos 1940. O regime de segregação racial estava se fortalecendo cada vez mais graças ao poder político do grupo afrikaner, composto por brancos descendentes de europeus. Fora do país, a Segunda Grande Guerra abalava o mundo inteiro e muitos eram contaminados pelas idéias nazistas.
Longe disso tudo, Peekay, um garoto branco descendente de ingleses, mora numa fazenda junto com sua mãe e criados negros, sem conhecer o preconceito racial, aprendendo a respeitar a tradição dos negros. Quando sua mãe decide que ele deve estudar em um colégio interno, que tem uma esmagadora maioria de afrikaners, Peekay começa a sofre perseguição de garotos mais velhos e conhece, desde cedo, as mazelas do preconceito.
Daí, sua vida começa a ter uma série de reviravoltas: sua mãe morre, vai morar com o avô, é educado por um refinado e intelectual professor alemão, conhece a vida dos negros presos em uma cadeia por causa do abuso de poder dos brancos, etc. E todos estes fatos têm sempre relação com o abuso de poder, a injustiça, o preconceito, fazendo com que Peekay se torne um homem inspirado a mudar o mundo, enfrentando todas as barreiras possíveis.
É um filme antigo, do tempo do VHS, mas bastante valioso. Contém cenas muito marcantes, textos muito bonitos, agregados à bela paisagem africana e a uma trilha sonora de arrepiar. Alguns podem criticar que há um romantismo ou um heroísmo exagerado no filme. Contudo, não acredito que isso prejudique. Pelo contrário, o modo como a história é contada, o espectador se sente motivado a mudar o mundo. É um filme extremamente inspirador!
L. C. D. M. F. Boechat
Uma prévia pra vocês:
E ainda,








